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Estudos e Pesquisas

Ao que tudo indica, o otimismo voltou a fazer parte da agenda dos empresários, que se mostram mais confiantes nos resultados da economia brasileira nos próximos meses. Pelo menos esta é a conclusão a que se chega ao analisar os dados da consulta realizada, semestralmente pela Abrasca, para medir as tendências macroeconômicas para o segundo semestre do ano.

De acordo com os dados, 57% dos entrevistados acreditam que a demanda deve aumentar até dezembro, enquanto 34% apostam que se manterá estável. Este resultado aponta para uma mudança radical na percepção da economia nos próximos meses. No primeiro semestre do ano, a pesquisa mostrou que 50% dos empresários achavam que a demanda iria cair e apenas 13% esperavam aumento nos negócios em seus setores de atuação.

A consulta foi feita pela Abrasca no final de junho junto às suas 174 companhias associadas, que representam mais de 80% do valor de mercado das empresas listadas na BM&FBovespa. Na opinião de 46% desses empresários, o Produto Interno Bruto irá crescer nos próximos meses, enquanto no primeiro semestre, 81% acreditavam em queda no PIB.

Mudaram também as expectativas em relação às exportações. Para o segundo semestre, 52% dos entrevistados afirmaram que as vendas para o exterior irão crescer, percentual que contrasta com o do primeiro semestre, quando apenas 8% acreditavam nesta possibilidade e 75% em queda. A relação é relativamente parecida com a balança comercial, que para 41% deve aumentar, contra 71% que em janeiro não via a menor possibilidade de isso ocorrer.

Os empresários se manifestaram menos pessimistas em relação aos investimentos:  46% acreditam em estabilidade e 36% em alta. Houve, portanto, uma mudança expressiva na comparação com o primeiro semestre, quando 86% apostavam em queda nos investimentos. O emprego, tanto no setor de atividade da empresa deverá se manter estável, segundo os entrevistados. A tendência dos preços é de estabilidade na opinião de 57% dos consultados, contra 65% no primeiro semestre.

Com relação aos juros reais, 61% dos empresários acham que irão cair e 32% apostam na estabilidade. Já a tendência do Ibovespa é de alta na opinião de 55% dos entrevistados, enquanto 41% acham que vai se manter estável.